Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico no Estado de São Paulo - Sindióptica SP
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LENTES DE CONTATO, UM PEQUENO PRODUTO QUE É UM GRANDE NEGÓCIO!
Luiz Alberto Perez Alves
 

Uso de lentes de contato em diversos países
Pais % Pop. Faixa etária dos usuários
E.U.A 8% entre 18 e 44 anos
Japão 7%
entre 15 e 25 anos
Holanda 8,8% entre 15 e 34 anos
Alemanha* 4% entre 15 e 34 anos
Itália* 2% entre 15 e 34 anos
Brasil 1,13% entre 18 e 39 anos

*O baixo percentual deve-se a alta faixa etária da população nesses países.

Tipos lentes usadas

- 77% lentes hidrofílicas
- 23% lentes rígidas

Aspectos legais

A legislação que regulamenta e disciplina a atuação dos técnicos ópticos e fiscaliza o comercio das casas de óptica, permitindo a venda e adaptação de lentes de contato nos estabelecimentos ópticos, são os seguintes:

• Decreto n. º 20.931 de 11/01/32 Getulio Vargas.
• Decreto n. º 24.492 de 28/06/34 Getulio Vargas.
• Portaria n. º 86 de 28/06/58 Dpto. Nacional de Saúde
• Parecer n. º 404/83 do Ministério da Educação e Cultura.
• Grupo OI Classificação Bras. De Ocupações (CBO)
• Decreto n. º 12.342 de 27/09/78 Código Sanitário do Est. De São Paulo
• SS-196 VISA São Paulo

Estima-se que o Brasil tenha 1.700.000 usuários de lentes de contato. Porem pesquisa na UNICAMP demonstra que 50% dos adultos entre 18 e 39 anos (que é a faixa etária predominante entre os usuários de lentes de contato no Brasil) e que precisa de correção visual, nos coloca um potencial de usuários enorme, ou seja, mais de 54.000.000 de pessoas.

Outra pesquisa da UNICAMP com alunos e funcionários usuários de correção visual (óculos e lentes de contato) demonstram que:
• 41,6% dos usuários de óculos gostaria de mudar para lentes de contato.
• 0% dos usuários de lentes de contato gostaria de mudar para óculos.

Com um mercado potencial desse porte, porque grande parte das ópticas ainda não adapta lentes de contato?

• Desconhecimento da legislação
• Falsa idéia sobre investimento necessário
• Falta de ópticos com formação em contatologia
• Falta de interesse

Pode parecer incrível, mais ainda nos dias de hoje, recebo consultas de varias partes do pais (fora do eixo Rio/SP) sobre a legalidade de óptica adaptar lentes de contato, tal duvida está ligada a falta de escolas de óptica (que agora começam a se expandir) e a não participação das empresas e dos profissionais nas entidades de classe.
Enquanto isso as grandes redes, sempre atualizadas e ligadas nas oportunidades do mercado, avançam neste segmento, porem limitando-se a adaptação de lentes descartáveis esféricas.
Porem não podemos nos esquecer que o mercado brasileiro é formado em sua grande maioria por lojas independentes, e é justamente ai que reside a grande oportunidade para a formação de centros especializados, adaptando lentes não descartáveis, adaptação especial, enfim, prestando serviços diferenciados.

- O mercado óptico brasileiro tem como uma de suas características mais marcantes, o fato de ser formado por pequenas empresas familiares, proprietárias de uma única loja, fator este que pulveriza bastante os pontos de venda. A ausência de grandes redes passa a ser um atrativo para formação de “imagem de marca” e ganho de “market share” (mercado).

O produto lentes de contato tem notável flexibilidade de formato de negócio, adaptando-se facilmente as novas demandas mercadológicas. Ex: Possibilidade de redução da metragem quadrada possibilitando a sua instalação em uma loja (na própria área de vendas ou no mezanino). Fato que não apenas garante o lucro em escala e a manutenção da competitividade da loja, mas, principalmente, sua expansão a custo baixo, podendo atender a todas as classes sociais.

Os substitutos naturais dos óculos são as lentes de contato ou a cirurgia corretiva. Apenas em relação às primeiras, estima-se que o Brasil tenha 1.700.000 usuários, se considerar-mos que o Brasil siga as tendências internacionais demonstradas acima, como E.U.A e Japão onde o percentual da população que usa lentes de contato é de 8%, este mercado pode pular para 13.000.000, ou seja, dar um salto de 8 vezes. Esse é outro grande mercado em que as ópticas devem estar presentes, vendendo produtos específicos para este consumidor, mesmo com todas as vantagens relacionadas à praticidade, estética, conforto e acuidade visual, as lentes de contato não eliminam a necessidade dos óculos. Até os mais satisfeitos usuários de lentes de contato ainda fazem uso dos óculos regularmente - para descansar os olhos ou apenas porque não tem um motivo especial para usar lentes de contato o dia inteiro. Alem disso, os usuários que vão as ópticas à procura de lentes de contato são potenciais consumidores de óculos de sol e, eventualmente de óculos de grau e soluções para os cuidados com as lentes.

Lentes de contato X óculos

Assim como a cirurgia refrativa não representa uma ameaça para as lentes de contato, as lentes não ameaçam a venda de óculos, pelo contrario, encontramos nas lentes de contato um complemento ideal para a óptica tradicional. Favorecendo a venda adicional de:

• Óculos solares
• Óculo RX reserva
• Lentes de contato coloridas
• Produtos para manutenção

Enfim, maior retorno do cliente a sua loja e maior fidelidade.

Produtos de manutenção e acessórios para lentes de contato

No inicio da década de 80, observamos o seguinte comentário de Otto Gaorte, observador veterano dos negócios de lentes de contato em Wall Street.

“Supondo que o primeiro par de lentes de contato que o consumidor compra é o aparelho de barbear e as lentes de reposição são as laminas descartável, então as soluções são o creme de barbear, loção após barba, etc...”.

Tal observação é reforçada quando analisamos o retorno dos usuários de óculos para fazer reposição dos mesmos. Na melhor das hipóteses a média dos brasileiros trocarem seus óculos é a cada 2,5 anos, enquanto ele troca suas lentes de contato hidrofilicas tradicionais a cada ano, e compra produtos para manutenção de suas lentes a cada 1,5 meses.
Pense nas vantagens de Ter a oportunidade de estar mostrando suas novas coleções oito vezes por ano para seus clientes, o ganho é incalculável.

Em resumo, o negócio lentes de contato, dadas às características de seu mercado e negócio, a sua capacidade de adaptação a novas condições e possibilidade de ganhos em escala, que garantem sua competitividade.

-
As novas lentes de contato mudaram a natureza do jogo para sempre.
O que era um produto de especialidade, de repente tornou-se um artigo para as multidões.

História

- A correção da visão através de lentes de contato, é uma idéia bastante antiga. Os primeiros estudos foram iniciados por Leonardo D’ Vinci em 1.508, seguido posteriormente por Descartes, quando em 1.637 descreveu teoricamente as lentes de contato.

- Após diversos estudos realizados em todo mundo, a Alemanha em 1.888 fabricou as primeiras lentes de contato, produzida em vidro soprado. Ainda sem muita expressão as lentes de contato só ganharam destaque com a descoberta do material acrílico, embora apresentando dificuldades da adaptação uma vez que seu tamanho tomava todo o globo ocular. A partir da década de 50, a técnica foi aprimorada, fabricando-se então lentes do tamanho da córnea.

- Na década de 60 e 70 a correção visual através de lentes de contato é favorecida com a introdução das lentes micro-corneanas, que são menores, finas, leves e confortáveis.

- As pesquisas nessa área continuaram e em 1.960, na Checoslováquia, foi descoberta a lente gelatinosa, produzida em material que absorve água, estas lentes foram lançadas no mercado internacional em 1.970 pela Bausch & Lomb. e em 1.973 no Brasil.

- Atualmente temos materiais e tipos de lentes para a correção de praticamente todas as deficiências visuais, inclusive lentes descartáveis de vários desenhos e materiais, possibilitando vários tipos de uso.

O que o cliente espera das lentes de contato?

- O que podemos perceber neste mercado, é que os usuários de lentes de contato ficam satisfeitos com a adaptação, por ser a mesma mais fácil e rápida do que imaginam, alem de identificarem-se com o tratamento recebido pêlos técnicos, caracterizado pelo atendimento personalizado.

- Isto evidencia que para a perfeita comercialização das lentes não basta apenas a venda pura e simples do produto, tornando-se fundamental uma verdadeira prestação de serviços.

- O cliente ao adquirir lentes de contato, compra um produto de avançada tecnologia. Porem um dos principais motivos que leva uma pessoa a procurar a correção visual através de lentes de contato é a estética. A pessoa quer dar uma nova dinâmica a sua fisionomia, fazendo essa experiência com as lentes de contato.

- Após a experiência de se ver sem óculos e sem sacrifícios para se adaptar, toma também consciência das vantagens ópticas que a lente de contato tem sobre os óculos.

Relacionamento técnico/cliente

- É de grande importância um perfeito entrosamento entre o técnico e o cliente. - O Contatologo deve criar uma verdadeira cumplicidade entre si e o cliente, saber exatamente o que pode acontecer, o que não pode e ainda o que fazer diante de todas as situações.

Adaptação

- Para se proceder a adaptação de lentes de contato, é necessário conhecimento sobre anatomia e fisiologia do olho humano, conhecimentos básicos de química, farmacologia e noções de patologia do segmento anterior do globo ocular.

Procedimentos

- O primeiro passo é interpretar corretamente os dados da receita médica, a fim de identificar quais os tipos de lentes que podem ser recomendadas ao cliente. Em seguida realiza-se a aferição das medidas da superfície da córnea. Logo após faz-se o exame da superfície anterior do olho, inclusive a parte interna das pálpebras, buscando identificar sinais que possam influenciar ou contra-indicar a adaptação.

- À avaliação da capacidade visual do cliente com a correção é fundamental no processo de adaptação, utilizando-se para tal, uma tabela de optotipos em distancia pré-determinada.

- Todos esses testes devem ser realizados mantendo-se sempre um dialogo com o cliente, procurando esclarece-lo sobre o produto que esta adquirindo, de forma a minimizar ou eliminar as barreiras na hora da colocação da lente.

- No teste, o cliente deverá ficar em média 40 minutos com as lentes, para então iniciar a avaliação objetiva e subjetiva do teste. Seja qual for o tipo de lente a ser usada pelo cliente, o Contatologo deverá alerta-lo para os cuidados necessários em sua conservação e utilização.

- Os técnicos em lentes de contato devem sempre ter em mente que o cliente se sente recompensado quando a adaptação é confortável e lhe dá uma visão satisfatória.

Futuro das lentes de contato

- A industria de lentes de contato oferece lentes do mais diversos materiais e desenhos alem das rígidas tradicionais de PMMA, encontramos lentes de Fluorcarbono, extremamente leves e permeáveis a gases; gelatinosas descartáveis esféricas, tóricas e multifocais, para os mais diversos tipos e tempo de uso.

Enfim, desde sua descoberta até os dias atuais as lentes de contato avançaram muito em tecnologia.

Também na hora de escolher o seu fornecedor de lentes de contato e acessórios é fundamental Ter como critério que este deve ser um fornecedor de soluções ligadas a seu negócio, ou seja, este fornecedor não deve apenas vender produtos, pois este posicionamento é antigo, e não esta atendendo mais as necessidades do mercado, ele deve oferecer consultoria, desenvolvimento de projetos e até conteúdo de cursos (ser prestadora de serviços pedagógicos).
Este posicionamento do fornecedor é fundamental para o desenvolvimento dos negócios de óptica e principalmente de lentes de contato, um mercado ainda carente de informações e profissionais em número suficiente para a grandiosidade deste mercado em franca expansão.

Autor: Luis Alberto Perez Alves

 
 
Currículo resumido do autor

Luis Alberto Perez Alves, técnico óptico/contatólogo atuando há 32 anos.
Professor das disciplinas contatologia e optometria em várias instituições de ensino.
Palestrante em congressos nacionais e internacionais, colunista para revistas especializadas em óptica e contatologia.
Elaborador de provas para exames supletivos de óptica, lentes de contato e optometria para a Secretária Estadual de Educação do Estado de São Paulo coordenado pela Fundação Carlos Chagas.
Especialista pelo Ministério do Trabalho e Emprego para elaboração e aprovação do novo Cadastro Brasileiro de Ocupações (CBO).
Foi Diretor Técnico Cultural da Associação dos Ópticos do Estado de São Paulo, Fundador e Diretor da Associação dos Profissionais Ópticos do Estado do Paraná, Diretor da Associação Brasileira de Ópticas (ABCI), atualmente é Vice-Presidente do Sindicato do Comércio Varejista das Empresas de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico do Estado de São Paulo (SINDIÓPTICA SP).
Atua em consultoria de treinamento especializada em lentes de contato e óptica.


Luis Alberto Perez Alves é autor dos Cursos temáticos de
Lentes de contato em CD ROM


A coleção dos Cursos Temáticos de Lentes de Contato conta com 11 CDs ricamente ilustrados, cada um deles abordando profundamente os temas descritos abaixo, constantemente novos temas serão lançados, de acordo com a exigência do mercado, também poderão ser feitos CDs específicos para necessidade individuais de cada técnico ou empresa.

Os pedidos dos Livros digitais em CD Roon dos “CURSOS TEMÁTICOS DE LENTES DE CONTATO” poderão ser feitos através do E-mail: perezalves@uol.com.br ou através do telefone: 011-3085.7298

RELAÇÃO COMPLETA DOS CDs

· Cd 1 - Lâmpada de Burton (avaliação de pólo anterior e avaliação da adaptação de lentes de contato com e sem contraste).
· Cd 2 - Identificação de depósitos e manutenção de lentes de contato (natureza dos depósitos de LC, microbiologia e suas conseqüências para os olhos, sistema de manutenção de LC).
· Cd 3 - Sobre-refração (um guia prático para sobre-refracionar e fazer a aferição das LC).
· Cd 4 - Adaptação em ceratocone (para você conhecer o ceratocone e familiarizar-se com os mais diversos tipos de LC e adaptações para estes casos).
· Cd 5 - Adaptação de lentes rígidas esféricas (guia completo de adaptação com cálculos, testes, etc.).
· Cd 6 - Correção da presbiopia com lentes de contato (adaptação de LC mais óculos adicional, monovisão, bifocais e multifocais rígidas e hidrofílicas descartáveis e não descartáveis).
· Cd 7 - Correção do astigmatismo com lentes de contato tóricas (as mais diversas LC tóricas rígidas e hidrofílicas e como adapta-las).
· Cd 8 - Anatomia e metabolismo do olho para contatologia (conheça o olho e seu funcionamento e como a LC impacta em seu metabolismo).
· Cd 9 - Óptica geométrica para o contatólogo (manual simplificado de óptica geométrica com cálculos direcionados para LC, equipamentos e controle de qualidade em LC).
· Cd 10 - Indicações e contra indicações de lentes de contato (saiba que lentes adaptar em cada deficiência visual).
· Cd 11 - "Porque trabalhar com lentes de contato e como montar seu departamento de adaptação", ele conta com os seguintes tópicos:

a) Qual o mercado atual e futuro das lentes de contato no Brasil.
b) Mercado de LC fora do Brasil. (breve perfil)
c) Desejos e hábitos de uso dos clientes de LC.
d) Estatísticas de uso relacionadas a problemas com LC.
e) Comentários sobre legitimidade de a óptica adaptar LC.
f) Integra das leis que regem a óptica.
g) Equipamentos necessários para adaptar LC.
h) Moveis específicos para LC (lay out).
i) Espaços físicos e adequação de equipamentos.
j) Tipos de LC e sua adequação a cada tipo de departamento.

Este Cd nos dá um panorama geral de um centro de adaptação de LC, permitindo escolher o perfil do novo negócio.

Luis Alberto Perez Alves
E-mail: perezalves@uol.com.br Tel.: (11) 3259.5826 / 3259.3648

 
 
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